Após não ter seu contrato renovado com a prefeitura, o Instituto Esperança demitiu na manhã desta quarta-feira, dia 13, 90 funcionários entre monitores (todos formadas ou cursando pedagogia), cozinheiras, equipe de limpeza e motorista. O contrato para atendimento de 410 crianças venceu no último dia 1º. Segundo a assessoria de imprensa da entidade, o instituto corre o risco de fechar suas portas.
“O Instituto esclarece que, no final de 2020, a Comissão de Monitoramento e Avaliação – formada por três pessoas nomeadas pelo então prefeito Dr. Orestes [DEM] no início da vigência do contrato – enviou advertências à entidade com uma série de apontamentos quanto a aplicação dos recursos municipais. Estranhamente, as supostas irregularidades só foram apontadas pela antiga gestão às vésperas das eleições, com mais de 300 dias de vigência do contrato. Após os apontamentos, a prefeitura exigiu que o Instituto devolvesse R$ 469 mil aos cofres públicos, sob risco de prejudicar a continuidade dos trabalhos. Apesar de discordar dos apontamentos e apresentar defesa para todos os itens, o Instituto Esperança realizou a devolução dos valores com o intuito de evitar qualquer paralisação dos serviços. Agora, a entidade trabalha para pedir a restituição da verba judicialmente. Vale ressaltar que, além de não renovar o contrato e solicitar a devolução de valores sem as devidas análises jurídicas, a gestão do prefeito Dr. Orestes também não efetuou o pagamento do subsídio do mês de dezembro de 2020, dificultando ainda mais a subsistência do Instituto em um ano de grandes dificuldades causadas pela pandemia de coronavírus”, disse o presidente do Instituto Esperança, Marcos José Vedovato.
Há 61 anos o Instituto Esperança atende ininterruptamente crianças em idade de creche e suas famílias, com quatro unidades.
