Sobrinha de Maria Amélia, a valinhense Gizele Regina da Silva Bevilacqua, 49 anos, foi quem teve a iniciativa, a pedido de sua mãe, Ana, de procurar a irmã mais velha da qual não se tinha notícia desde 1958.
“Minha tia tinha 16 anos de idade quando, em 1958, trabalhava em uma casa de família em Jundiaí. Órfã de mãe, ela morava com pai e outros seis irmãos, incluindo minha mãe, em um sítio na Rocinha, hoje Vinhedo, quando seu patrão, um major do Exército, foi transferido para Resende (RJ). Como meu avô não tinha estrutura para cuidar dos sete filhos, pediu ajuda para uma irmã ou parentes, que judiavam muito das crianças. Ao receber a proposta de ir embora para trabalhar para a família do major, minha tia se mudou”, explicou Gizele.
Maria Amélia é a mais velha entre os irmãos Antônio José, Joaquim, Benedito, José Maria (todos falecidos), Ana (mãe de Gizele) e Aparecida das Dores, fruto do segundo casamento do saudoso Luiz Barbosa Vianna.
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Gizele contou que sua mãe e tias sempre contaram sobre a história da tia Amélia e da tristeza de não saberem se ela estava viva ou não. “Foi quando eu, no final de fevereiro, decidi procurar a ONG Goodangels, que ajuda a encontrar pessoas desaparecidas. Eles conseguiram estabelecer contato com minha prima Vera, filha da tia Amélia”, revelou.
REENCONTRO
O reencontro de Amélia, que depois descobriu ter mais cinco irmãos do terceiro casamento de seu pai, foi no aeroporto de Viracopos, em Campinas. Depois os demais membros da família foram recepcioná-la na casa de Gizele, no São Cristóvão, em Valinhos. No último dia 20, sábado, a família Vianna fez um mais um encontro em uma chácara com 80 pessoas. “Foram momentos de emoções, alegrias e histórias. Acreditamos que todos têm o direito de conhecer sua história de vida”, finalizou.