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Valinhense Larissa Yansen descobriu a esclerose múltipla ao ter dificuldade em andar

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Valinhense Larissa Yansen descobriu a esclerose múltipla ao ter dificuldade em andar

Larissa faz uso de bengala para ajudar em sua locomoção

Desde 2014, o mês de agosto conta com a cor laranja, que tem por objetivo a conscientização sobre a esclerose múltipla, desmistificando essa doença autoimune que mais acomete jovens e adultos em todo o mundo. Como ponto alto do “Agosto Laranja”, nesta quarta-feira, dia 30, é o Dia Nacional de Conscientização sobre Esclerose Múltipla.

E para falar da doença, o Jornal de Valinhos entrevistou a valinhense Larissa Freire Yansen, 26 anos. Ela contou que descobriu a doença em 2021, aos 24 anos. “Quando descobri a doença eu estava noiva. Foi um grande susto para mim. Pensei em terminar tudo porque meu noivo [Carlos Henrique dos Santos, 35 anos] não teria que passar por isso”, lembrou.

De acordo com Larissa, o começo dos sintomas foi impactante. ”Perdi a sensibilidade do umbigo para baixo e tinha dificuldade de andar. Assim, iniciei a investigação. E depois que fiz todos os exames fechou em esclerose múltipla. A partir daí minha vida mudou”, explicou ela, que passou a buscar informações e ver que, mesmo não tendo cura para a doença, existem vários tratamentos.

“Hoje faço tratamento convencional e uso o medicamento natalizubame, que salvou a minha vida e é fornecido pela Farmácia de Alto Custo de Valinhos”, revelou ela, que recebeu muito apoio dos pais Cristiane Lúcia Freire e Marcelo Yansen e do noivo. Ela se casou em abril de 2022.

Mesmo em tratamento, Larissa sofre com sequelas, já que o momento em que passou a ter os sintomas ela estava em surto. “O início do tratamento foi em dezembro de 2021. Demorou demais e, por isso, fiquei com as sequelas. Faço uso de bengala e tenho dores de cabeça e na lombar. E saber lidar com a dor é o grande desafio”, contou, acrescentando ainda que em fevereiro deste ano foi diagnosticada com lúpus.

 

DESMISTIFICANDO

A jovem ainda esclarece que a esclerose múltipla não é doença mental, nem contagiosa e que não existe prevenção. “Por isso, o diagnóstico precoce é importante. É uma doença que surge entre os 20 e 40 anos de idade. Não tem cura, mas sim tratamento. Temos que nos atentar aos sinais e saber escutar o corpo. A dica é sempre procurar um médico”, finaliza.

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