Mário Pazinatto disse que seu irmão Pedro viveu sua vida da maneira como ele via a vida. “Foi um irrequieto, essencialmente um irrequieto, flertando ora com o teatro, ora com a poesia, ora com os contos, ora com a música, de mãos dadas com a literatura da maneira como ele a via”.
O primeiro livro de Pedro, “A Lenda dos Ventos do Longe”, foi lançado em 1971. Ainda na década de 70, havia o Grupo Pesquisa 70, que tinha um atelier na Rua Doutor Heitor Penteado, no centro de Valinhos, onde Pedro sempre frequentava. Já em 1984, no primeiro Concurso de Conto e Poesia da prefeitura, Pedro escreveu o conto “O homem com cinzas no colo”. “Nessa sua obra, ele deixou antever sua visão que fundia realidade com ficção de uma maneira estranha e ousada àqueles tempos”, se lembra Mário.
E dentro das comemorações do 100º aniversário de elevação de Valinhos a Distrito de Paz, Pedro lançou seu livro “Algólida-A Ambivalência dos Ventos” durante a Exposição “Arte do Momento 96”. “Nessa obra Pedro desafiava conceitos literários e filosóficos, convocando-os a uma revisão do ponto de vista humanístico”, destaca Mário.
De acordo com Mário, Pedro preparava o lançamento de mais um livro, que teria por título “Palavras ao Vento”, uma verdadeira ode aos poetas.
LEMBRANÇAS
A sobrinha Thais Furlan descreve o tio como uma pessoa muito brincalhona. “Aonde chegava tirava boas risadas de todos, vai deixar muitas saudades em todos nós”.
O amigo Gersio Pelegati disse que “Pedrão foi inspiração, o nosso Flávio de Carvalho local. Valinhos foi pequeno para tantos ‘Pedros’ contidos no seu pensar. Obrigado pela sua amizade!”
O sobrinho Luiz Eduardo Pazinatto, disse que guardará boas lembranças desde a infância até o final. “Sempre alegre e brincalhão, um piadista”.
Pedro deixou a esposa Marice Vargas Pazinatto. Seu velório e sepultamento foram realizados nesta quinta-feira, dia 30, no Cemitério São João Batista, em Valinhos.