Certo dia, enquanto assistia a uma dessas partidas, foi convidado a jogar. Em entrevista ao Jornal de Valinhos, ele relembrou: “Um jogador faltou naquele dia e acabaram me chamando. Ninguém sabia meu nome e, naquela época, era raro usar brinco. Eu já usava, daí surgiu meu apelido”.
Após essa experiência, Brinco entrou para uma equipe de Campinas e enfrentou o time do São Marcos em um campeonato. Jogando como centroavante, conquistou a vitória com um hat-trick, marcando três gols na partida, e chamando a atenção do presidente do time adversário, que o convidou para integrar sua equipe.
Ele aceitou a proposta e se sagrou campeão invicto pelo time amador, marcando o gol do título, o que garantiu a promoção da equipe para a divisão especial. Porém, enfrentando dificuldades e várias derrotas, Brinco acabou discutindo com um colega da defesa. “Na discussão, ele disse: ‘vem jogar na zaga então’. Eu falei que, se fizesse isso, ele nunca mais jogaria. No fim, fui jogar na zaga e nunca mais saí de lá”, contou.
Como zagueiro, Brinco conquistou três títulos da divisão especial, tornando-se o único defensor da história da cidade a alcançar esse feito. Mais tarde, jogando pelo União de São Bento, foi novamente campeão invicto e também venceu o campeonato veterano pelo mesmo time.
Atualmente, ele mora em Santos para acompanhar a carreira do filho, Kayky, que também é jogador: “Graças a esses tempos jogando e à minha formação em Educação Física, pude ajudar na formação do meu filho, que é atleta do Santos”.
Apesar disso, ele não vê a hora de voltar para Valinhos. “É a cidade que eu amo, e, se Deus quiser, assim que meu filho estiver bem encaminhado no futebol, retornarei para a minha querida Valinhos”.