A RMC (Região Metropolitana de Campinas), que completou nesta terça-feira, dia 8, um mês na fase amarela do Plano São Paulo de flexibilização, tem apresentado queda constante na média de casos desde o dia 4 de agosto, quando atingiu em uma semana um pico de média de 1.120 novos casos de covid-19 (novo coronavírus) por dia. Desde então, os registros têm caído e nesta terça-feira, a média móvel em uma semana foi de 513 novos casos, de acordo com o Observatório PUC-Campinas, uma queda de 23,60% na média de uma semana para outra.
Mesmo com quedas consecutivas, o infectologista André Giglio Bueno, em análise feita ao Observatório PUC-Campinas, considera prematura a possibilidade de retorno às atividades escolares. Em alguns municípios do Estado, as aulas de reforço voltaram nesta terça-feira, dia 8. Valinhos ainda discute a questão do retorno às aulas, sem uma decisão declarada até às 12 horas desta quarta-feira, dia 9.
Para o professor de Medicina da PUC-Campinas, a impossibilidade de antever o comportamento da doença inviabiliza o retorno seguro das crianças ao ambiente escolar.
“É necessário encontrar formas seguras para a volta às atividades escolares. Adotar como único critério a criação de uma vacina, que pode demorar e até mesmo não existir, não parece ser razoável. Não é razoável, do mesmo modo, ignorar as orientações estipuladas pela Oms [Organização Mundial da Saúde], tal como ocorreu nas flexibilizações de outros setores, motivadas por pressões econômicas e políticas. É importante frisar que estamos diante de uma doença sem vacina e com letalidade considerável”, diz Giglio.
