Assim como tem ocorrido em outras cidades da região, em Valinhos alguns supermercados decidiram limitar a quantidade de pacotes de produtos que sofreram alteração de preços frente a alta do dólar e ao descompasso na lei da oferta e da procura nestes tempos de pandemia e estiagem. A reportagem do Jornal de Valinhos constatou que a medida tem sido adotada por estabelecimentos da cidade.

A limitação de produtos ocorre principalmente nas unidades de arroz, feijão, óleo de soja, açúcar e leite.

Nos mercados, os consumidores são informados por meio de cartazes, quais são os motivos dos aumentos de preço e porque da limitação de quantidade para cada compra, que estabelece entre três e quatro unidades.

Segundo diretores de supermercados ouvidos pela reportagem, o objetivo da limitação é evitar que outros comerciantes comprem em grande volume e, depois, revendam com preços abusivos, deixando consumidores sem a opção de compra. Outro objetivo é evitar o desabastecimento de produtos.

A compra de alimentos básicos para abastecer a casa está pesando mais no bolso dos brasileiros. O arroz teve aumento de 100% em um ano; e o feijão, dependendo do tipo, subiu mais de 30%, segundo dados da inflação oficial. O leite longa vida ficou 23% mais caro; e o óleo de soja, 19%. Os especialistas afirmam que o dólar alto faz com que muitos produtores prefiram exportar os produtos, ganhando em dólar, do que vender no mercado interno. Apenas para se ter um comparativo, em agosto do ano passado, o dólar rondava os R$ 4 e atualmente passa dos R$ 5, uma valorização de 34% em seis meses.

MERCADOS DA CIDADE LIMITAM VENDA DE ITENS BÁSICO
O consumidor José Ferreira Lúcio verifica o preço do arroz em supermercado da cidade

 

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