É isso que o Movimento Escolas Abertas te desafia a pensar e entender sobre a essencialidade das escolas para o nosso país.

Escolas Abertas Valinhos é um movimento de mobilização civil que defende a Educação como Serviço Essencial e tem foco na reabertura das escolas públicas e privadas, à medida que tem protocolos de biossegurança aprovados pela Vigilância Sanitária, de forma a permitir o retorno de alunos, professores e funcionários de forma segura ao ambiente escolar.

Desde o ano passado inúmeros artigos da comunidade médica e científica relataram a baixa transmissibilidade entre as crianças e delas para os adultos.

E hoje, após a abertura de escolas com protocolos de segurança desde o ano passado, os dados fornecidos só corroboram o que foi visto pelas publicações. Há inúmeras curvas da primeira e segunda onda de vários países diferentes, mostrando abertura de escolas no auge da pandemia, escolas fechadas ou abrindo de maneira intermitente, e isso sem relação com o registro de aumento ou diminuição no número de covid-19, confirmando que as crianças não têm papel de influência na curvado número de casos. Aliás, viu-se a relação de maior segurança para a criança e os adultos quando as escolas estão abertas, já que neste ambiente são respeitados os protocolos de biossegurança.

Por outro lado, as crianças quando fora do ambiente escolar ficam na maioria das vezes brincando com seus pares sem uso de máscara, confinadas em creches clandestinas sem estrutura e segurança, e expostas muitas vezes à violência, ao abuso e à negligência.

Outro número alarmante se refere às mulheres. Estima-se que 39% das mães com filhos perderam seus empregos durante a pandemia por não terem com quem deixa-los. As aulas online também estão sendo desgastantes para as famílias e para as crianças, que impedidas do convívio social do ambiente escolar, demonstram uma enorme perda de desempenho e aprendizagem. A realidade ainda mais triste é da maioria das crianças brasileiras, como alunos de escolas públicas, dificilmente tem acesso ao ensino online, estando há um ano sem qualquer ensino e, ainda mais triste, sem as refeições da escola, que para muitas era a única alimentação do dia. Temos dados que, em Valinhos, aproximadamente 80% das crianças que estudam em escolas públicas, são carentes.

Além dos dados internacionais e nacionais quanto à segurança das escolas, foi visível o aumento no número de atendimentos pediátricos no Brasil e no exterior em unidades de pronto socorro relacionados a distúrbios de ansiedade, depressão e pânico, com internações de crianças menores de 15 anos devido a tentativas de suicídio, autoflagelação, anorexia e bulimia.

Portanto, ficar em casa não está evitando contágio e mortes por covid-19, como mostram as estatísticas, mas sim fazendo com que as crianças adoeçam, dado que o afastamento escolar já é de quase um ano no Brasil. O que menos se viu, por sinal, foram casos pediátricos confirmados de covid-19 aqui no Brasil e claro na RMC (Região Metropolitana de Campinas. Foram poucos os casos, pouquíssimas internações e raríssimos os óbitos, estes geralmente em crianças com patologia crônica ou obesidade. Existem sim casos graves, a febre prolongada é um importante sinal de alerta, e raramente ocorrem em crianças saudáveis.

Estas crianças, quando diagnosticadas prontamente para receber tratamento adequado se recuperam muito bem, na maioria das vezes.

A OMS, UNICEF e UNESCO apelam pela abertura das escolas mundo afora, diante dos efeitos mais imediatos da pandemia em crianças de 3 a 16 anos. Manter as escolas fechadas é menosprezar a presença de transtornos psicológicos na infância.

Diante destes dados, o Movimento Escolas Abertas Valinhos defende que: a educação seja verdadeiramente tratada como atividade essencial, tal como saúde e segurança, conforme direito previsto na Constituição Federal; as escolas possam funcionar com critérios rígidos de segurança, tal como estão sendo implementados para todas as atividades essenciais, sendo opcional às famílias o atendimento às aulas de forma presencial ou online; que a sociedade apoie o governo municipal de Valinhos a viabilizar a implementação da escola segura, baseado em 3 pilares:

I – Cumprimento da vacinação prioritária aos professores e funcionários das escolas, como previsto no Plano Nacional de Vacinação, mas a abertura das escolas não pode estar condicionada a isso;

II – Implementação de protocolos rígidos de segurança, higiene e distanciamento social nas escolas, com amplo apoio da sociedade civil e se necessário, na cessão de testes, equipamentos e conhecimento técnico dos protocolos de referência que estão sendo usando nas escolas particulares e empresas, que também são caracterizadas como atividades essenciais e utilizam protocolos rígidos de segurança;

III – Priorização do transporte seguro dos alunos, professores e funcionários que necessitem do transporte público, criando acesso prioritário destes grupos nos horários de deslocamento das escolas e outras formas de transporte solidário seguro.

Qualquer perda no processo da educação trará às crianças e jovens perdas que deixarão sequelas permanentes, emocionais e intelectuais. Afetará a vida destes para sempre, de forma irrecuperável. Não desistir da educação é dever da Sociedade Civil e obrigação do governo.

Em paralelo, conversando com a prefeitura, com o intuito de fiscalizar e ajudar promovendo parcerias com a sociedade civil para obtenção de investimentos na infraestrutura (insumos, equipamentos e mão de obra) na saúde para a população ter o direito essencial de atendimento. O momento é crítico que estamos atravessando na pandemia, com leitos ocupados nos hospitais de Valinhos. Portanto, acreditamos que não há sentido em ter administração pública que não atenda minimamente sua obrigação com saúde e educação.

A sociedade valinhense demonstrou seu apoio assinando a petição pública pelas Escolas Abertas. Em menos de uma semana, foram mais de 700 assinaturas pela abertura de nossas escolas públicas e privadas.

No mundo todo, a escola é considerada serviço essencial e de baixo risco para disseminação de covid-19, sendo o último serviço a fechar e o primeiro serviço a ser reaberto. Por que não é assim no Brasil? Vamos continuar sendo o país do futuro até quando?

Abrir as escolas é risco zero? Claro que não! Não há, em uma pandemia, risco zero. Há formas de mitigar o risco e aprender a conviver com o vírus que permanecerá entre nós por muito tempo, talvez por alguns anos ainda, segundo os especialistas. E você? Quer o seu filho mais um ano sem educação?

MOVIMENTO ESCOLAS ABERTAS DIVULGA NOTA DEFENDENDO REABERTURA

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