Devido à pandemia provocada pela covid-19 (novo coronavírus), as instituições de ensino precisaram se adaptar a este novo cenário, através do ensino a distância, em que as salas de aula foram trocadas por dispositivos eletrônicos, se tornando algo desafiador para professores, profissionais que comemoraram seu dia nesta quinta-feira, dia 15.
O professor de História e gestor escolar do colégio preparatório Alethus, Diógenes Silva, conta que está recebendo todo o suporte da escola para transmissão das aulas, nessa experiência totalmente nova. “A diferença entre uma aula online e uma aula presencial é de fato não estar diante dos alunos (…) a educação é basicamente resultante de relacionamento aluno professor, e você perde um pouco da força desse relacionamento”, contou em entrevista ao Jornal de Valinhos.
Diógenes ainda diz que o maior desafio nesse período é manter a estabilidade social e emocional “não só minha, mas também dos alunos (…) estamos sendo impactados pela ausência de uma relação professor-aluno presencial, o que causa dificuldades, que procuramos vencer através de diálogos”, contou.
O professor informou ainda que seus alunos, que são de preparatórios para vestibulares, se adaptaram bem a esse modelo digital, mas mesmo assim, ele às vezes observa uma queda de ritmo de acompanhamento das aulas.
REGRESSÃO
Já a professora de educação infantil Maria José Alves, que é especializada em crianças com TEA (Transtorno do Espectro Autista) na EMEB Horácio de Salles Cunha, do bairro São Bento do Recreio, contou ao JV que a situação com seus alunos é bem diferente, e lamenta que alguns regrediram, devido à mudança na forma de aprendizado. “Alguns alunos se recusam a fazer as atividades encaminhadas”, conta ela.
“O maior desafio que temos nesse período é a plataforma que vem sendo utilizada para as aulas, onde os pais dos alunos não conseguem conversar diretamente com os professores, em tempo real (…) se o meio fosse mais real e inovador para o aluno, de modo que ele pudesse ver os colegas e interagir, acredito que o desenvolvimento das aulas seria melhor”, disse.
Além disso, a professora lembra que alguns alunos não possuem internet de qualidade na região. Ela acredita que se uma rede aberta fosse disponibilizada o aprendizado seria beneficiado.
“O professor quer dar aula para o aluno e não consegue, ficam só as atividades escritas, sem a nossa intervenção. Assim, o professor não consegue animar o aluno, motivando-o com frases do tipo ‘vamos, você consegue!’ ‘é assim mesmo, continua!’”, finaliza Maria José.
