Informativo mensal do Observatório PUC-Campinas divulgado no último dia 21, com detalhes sobre o mercado de trabalho da RMC (Região Metropolitana de Campinas) e um levantamento feito pelo Jornal de Valinhos, mostram que a crise provocada pela covid-19 (novo coronavírus) impactou na vida de 47,3% dos trabalhadores valinhenses. Dos 65.239 moradores de Valinhos que compõem a PEA (População Economicamente Ativa), com base em dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 13.028 trabalhadores que atuavam no mercado formal perderam seu emprego (quase 20%) e 17.834 (27,3% da PEA) tiveram seus contratos de trabalho flexibilizados.
Segundo o Observatório da PUC-Campinas, desses 17,8 mil valinhenses com contratos flexibilizados, 85 passaram para contrato intermitente (por hora adequado à empresa), 4.061 tiveram redução de 25% no salário, 4.811 passaram a receber 50% a menos , 2.263 passaram a ter um contrato com 70% de redução e 6.814 acabaram tendo o contrato de trabalho suspenso.
Já na RMC, foram 380.667 trabalhadores impactados pela crise com suspensão ou redução nos valores de contrato de trabalho.
O setor que mais teve contratos flexibilizados na região é o de serviços, com 164.344 trabalhadores impactados até o dia 27 de julho, seguido da indústria geral, com 125.227 contratos flexibilizados. Na terceira colocação aparece a indústria de transformação, com 122.852 contratos flexibilizados. O comércio aparece na quarta posição, com 84.118 trabalhadores que passaram a ser contratados por hora, ou tiveram redução no salário ou o contrato suspenso.
